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BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, de 56 a 65 anos Outro - www.paraisomartins@bol.com.br
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Às vezes, pensamos que é normal a falta de vergonha da maioria de nossos políticos e autoridades. Só que não é! Se o dinheiro gatunado não fosse do povo, nem o atingisse, não estaria aqui indignado escrevendo e publicando este poema que não é uma denúncia, pelo fato de tudo que está escrito na poesia já vem acontecendo desde que CABRAL achou um porto seguro aqui em nossa BAHIA. Trata-se apenas de um exercício de memória. Afinal, “sonho que se sonha junto”, acaba se tornando realidade! A impunidade chegou a tal ponto que todos os que mamam nas tetas públicas, não temem CADEIA. Vamos puxar por nossa memória e tentar lembrar se alguém do colarinho branco foi preso há dez anos atrás e continua na CADEIA. Não, não tem. Isto justifica a coragem que têm esses covardes de roubar o dinheiro de nossa pobre gente. É REVOLTANTE... MEU POBRE PAÍS Meu país não é uma Pátria de guerra. É Pátria de vergonhas eternas. Meu país é um grande leilão: Quem arrematará o Planalto? Quem arrematará o Congresso? Será um nobre deputado? Ou será o grandes empresários? Não bastou a vergonha da escravidão? Não bastou a compra da independência? Pelos séculos caminha a inconseqüência. E a escória podre, com dinheiro na mão, Ostenta a vergonha, a truculência De uma grande, mas pobre nação! Meu país de mendicantes fraquinhos, A morrer em filas de hospitais Com tanto nas mãos dos mesquinhos E pouco nas mãos dos que precisam mais! Que vergonha atroz rasga meu peito! E quantos peitos foram rasgados Desde a Revolução de sessenta e quatro. Que tristeza me dá os exilados de hoje. Sem identidade, só retórica nos trouxe. E de retóricas já estamos exaustos. Exilado é o nosso pobre povo Jogados aos abutres, aos tristes carnavais. À senzala de todas as cores e canaviais. A pobreza é indiscriminada para quase todos. Meu país, cada excluído que morre, São perdas, são feridas irreparáveis. Você, meu pobre país, morre também um pouco! Ângelo Paraiso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 02:00:46
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Sou muito saudosista e, ao mesmo tempo, um estudioso da História. Isto porque, sem referências, o que somos? Como conservaremos os valores recebidos das antigas gerações? Mas, uma coisa para mim, é certa: ninguém vive no passado. O passado é como se fosse uma enciclopédia de nossas vidas para quando for preciso, abrirmos e tirarmos lições para viver melhor, mais correta e humanamente.  EU E O TEMPO Pedi ao tempo Pra ver se o tempo Voltava no tempo Pra viver tudo de novo. - Me disse o tempo: Voltar é lamento Parar no tempo Perda de tempo Melhor viver o tempo novo... Ângelo Paraiso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 02:09:25
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Fui convidado pela Editora virtual EMOOBY Com sede em Portugal, para lançar meu novo livro de poesias. Aceitei o desafio e estou iniciando uma coleta de poemas, antigos como este, porém inéditos, bem como poemas novos e alguns já publicados em meus dois livros. O livro estará no CATÁLOGO da editora, como nas principais distribuidoras de livros ONLINE, como a AMAZON, APPEL, BARNES AND NOBEL, KOBO, COPIA e mais 250 LOJAS ONLINE EM TODO MUNDO. AGUARDEM...  ESPERANÇA Para Ednir, em dezembro de 1998 Vejo escorrer pelos meus dedos a última esperança. Se abrisse seu coração, talvez eu a fizesse entender. Não há riqueza mais suprema do que a sua lembrança e bem mais valioso que o seu amor pra me envolver. Mesmo assim, já não vê em minha face cálida, o brilho agora esmaecido pela sua ausência. Sou uma estrela sem brilho, cadente e pálida, ampare-me em seu seio com a sua presença. Mesmo que para alcançar novamente seu amor, eu tenha de sofrer no âmago, insuportável dor. Estou vivendo uma imensa e indizível obsessão. - volte pra mim, não deixe que morra esta paixão! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 01:34:34
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O nosso poeta maior, CASTRO ALVES, dispensa comentários. Por ele inspirado, fiz este soneto do mais puro de minh’alma. Não fiz nada mais que o dever de quem ama a poesia! 
O VÔO DO CONDOR A Castro Alves, poeta maior de nossa Bahia, no dia da poesia. 14/03/2012 Grande poeta, teu vôo foi tão imenso, ainda ecoa em corações e pensamentos. Alça teu vôo como fizera antes, vens consolar teu povo em dor arfante. Não deixes rasgar a bandeira da Bahia levanta teu povo contra a vilania. Que caia livros n’alma da juventude, inspiras os teus a ter atitudes. Tiras o sujo deste pendão nobre já é tempo de socorrer o pobre; eles também merecem justiça! Esta justiça que tanto defendeste e que a maioria não o entendeste. Justiça que até hoje é uma mentira! Ângelo Paraiso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 21:12:26
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Este soneto não é um soneto de desencanto, porém uma proposta para reconstrução do ser humano em sua plenitude. Desarmado, destituído de orgulho, poder , dinheiro e outras coisas que eles pensam que o fazem grandes, enquanto constamos no dia a dia a nossa infinita pequenez. 
DESTROÇOS HUMANOS Somos simples destroços de nós mesmos Para fugir da solidão e do medo. Não admitimos sermos preteridos, Daí, a sensação de iminente perigo. Somos fracos mortais obsoletos Fazemos da guerra algo necessário, Para poder em nós mesmo induzirmos, Que não somos seres destrutivos. Na angustia de sermos a parte errada, No dia a dia vivemos em disparada, Sem nada de palpável construírmos. Quando o remorso vem na madrugada E a tormenta no leito nos abraça, Por nós mesmos somos consumidos. Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 23:17:21
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Nada me agrada mais do que reconhecer as boas qualidades humanas. A ausência de valores positivos me leva, cada vez mais, a ressaltar o bem. Desta feita, fiz um soneto no dia 06 de janeiro, quando da formatura em medicina de meu sobrinho, Augusto César Paraíso Martins Neto, GUTINHO, filho de minha sobrinha, Aline Cabral Paraíso Martins Figueiredo, esposa de Daniel Soares Figueiredo e filha de meu irmão Augusto César Paraíso Martins e Marlene Cabral Paraíso Martins, todos de PARABÉNS. O soneto, diz do meu sentimento por GUTINHO. Ele é realmente esta pérola que descrevo. O mundo atual cheio de inversões de valores e precisa de pessoas assim... 
Antonio Augusto e sua mãe Aline NASCE UMA ESTRELA NA ESCURIDÃO DOS CÉUS “Bem aventurados os mansos, eles possuirão a terra” (Sermão da Montanha. Mateus 5,5) Ao querido sobrinho , Augusto César Paraíso Martins Neto, (Gutinho) em 06/01/2012, homenagem no dia de sua formatura em medicina. Herdaste o bom de teus pais e avós, Mas nasceste com algo ainda melhor. Esta vontade de servir, de se dar, É isto que te fez o objetivo alcançar. Foste de criança encantadora A um rapaz em bondade redentora. Cresceste manso, meigo e bem “gentil”, E, hoje mostra aos que te amam, teu brio. Vá, Gutinho, dá ao mundo teu carinho. Cura com tua serenidade o enfermo, Aos que estão perdidos, desesperados. É pra servir que estamos no mundo Quem serve, sempre será servido, E por DEUS nunca é abandonado. Ângelo Paraíso Martins OBS: Gentil Paraíso Martins é meu pai e Bisavô de Gutinho. Por esta razão está em aspas o nome GENTIL, nosso saudoso guia, que para todos nós significa carinho, apreço, amizade, fraternidade e muito mais...
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 23:56:40
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Nesses novos tempos em que as preocupações maiores é o presente apontando para um futuro nefasto, bato a cara contra o muro. Este muro da Idade Média que nos impuseram. O banimento total de nossos sonhos, desejos e planos como se estivéssemos nas trevas. Com todo esse estado de coisas ruins, só me resta cantar o passado, quando o ar era livre de poluição, as ruas livres para andar, as lojas com vitrines, sem ninguém para roubar. Quando a hierarquia, chamava-se respeito e não corrupção e dinheiro, o vil metal que, junto ao capitalismo, comanda o mundo espalhando horrores. Querido amigo, bebamos desta fonte que não morre, pois vive em nossas mentes as rosas mais belas e puras, as rosas da nossa breve juventude. 
Da esquerda p/ direita COUTINHO, ANGELO, ARI A ROSA DA JUVENTUDE Ao amigo, Ari Vinhas Pereira. Tanta dor em desatino Amigo meu. A vida está se esvaindo, As flores descolorindo. O que fazer? Em tempos remotos Eu conseguia ressuscitar Até os sonhos mortos. Mas às vezes, meu cérebro embotado, Não se encontra com o presente E vê o futuro ausente. Por que amigo meu, A rosa feneceu? Era tão bonita a rosa! Naqueles tempos idos No pensionato do largo dos aflitos, A gente era canto e prosa Embevecidos pela rosa. Em que maio se perdeu... Em que o sol se apagou E de mágoa magoou, Meu coração, Que era todo flor. Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 20:44:45
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De há muito a nossa Valença vem sido abandonada pelos poderes constituídos. Entretanto, fico chocado pelas notícias que recebo; pela violência que hoje impera em todas as camadas sociais. Por estas razões e outras ainda mais absurdas é que fiz este soneto, banhado de tristeza e saudades de minha Terra querida!

SONETO PARA UMA TRISTE CIDADE À minha amada Terra Natal É triste ver Valença abandonada não é mais Valença a decidida, atualmente é Valença a desprezada. Ó, se eu pudesse vê-la reconstruída, sem a violência de ser violentada, pois, o que nós vemos agora, já sabiam e não fizeram nada. Como gostaria da paz de outrora! Não quero hoje apontar culpados, se fomos em passado recente pelo podre poder abandonados. Valença, vítima dos incautos, peço justiça, pra um povo decente, pra terra que amo, pra essa triste gente! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 01:37:07
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A todos vocês que me prestigiaram com seus comentários e acessos ao meu blog neste ano que finda, quero que o ano de 2012 seja diferente no seguinte sentido: já que não podemos dar jeito em tudo de ruim que está acontecendo no mundo, especificamente, no Brasil, vamos fazer a nossa parte com ações pró-ativas neste vale de lagrimas. Acredito, que só assim, conseguiremos deitar e dormir com nossas consciências mais leves e mais perto de DEUS! 
Ano novo Feliz ano novo pra você, pra mim, pra todos, enfim. Feliz ano novo pra natureza, Que o homem passa o ano todo destruindo, E o planeta, nossa casa, vai a cada ano ruindo! Feliz ano novo pra os homens honestos, Que tentam acabar a corrupção. E para nós, pequeninos, pobres mortais, Que teremos mais um ano de insatisfação. Feliz ano novo pra esperança, Que não nos abandone nunca! E também para o amor que dei, Que há mais de dois mil anos, CRISTO nos ensinou, ser a única lei! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:16:45
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Vocês me perguntarão o porquê de homenagear tantas pessoas em minhas poesias. – Respondo que é uma maneira de falar sobre o ser humano e suas virtudes. Iria mais além: São pessoas especiais em minha vida e que comungam comigo tristezas e alegrias; partilham de minha vida, me trazendo mais vida ainda. A homenageada de hoje é muito especial, pois, trata-se de uma sobrinha muito querida e que com menos de 2 anos de idade, como cito neste soneto, carregou através do corredor da Igreja Matriz de Valença as nossas alianças, minha e de Ednir, com a precisão de uma mocinha. Desde então virei seu ‘tio Ângelo’. E, por tê-la como sobrinha e amiga, é que, com alegria e emoção lhe dedico esse soneto. 
SONETO PARA MORGANA À querida sobrinha e amiga Morgana Porto Magalhães Simões Lembro-me quando bem criança Ela levou ao altar nossas alianças! Era tão pequena a doce menina, Que as carregou com as duas mãozinhas! Hoje, casada e com dois lindos filhos, Assisti sua jornada e desafios, Vencidos com amor e dignidade, Talvez, pague por sua sinceridade! Quem com ela compartilha o dia-a-dia Convive com a bondade e a alegria! É um sol iluminando caminhos De parentes, filhos, esposo e amigos, Que ela abriga em momentos de perigo! É a mãe, filha e amiga doando carinho!... Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 01:38:51
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MUSA À Ednir, no dia em que celebramos 36 anos de união conjugal. Em 06/12/2011. Ó, musa de minha vida! Não te afastes nunca Pois, teu poeta delira, E em anseios tristes Chora também tua lira. A lira que canta o mel Caído de teus lábios Como um bálsamo do céu Que há muito foi descrito Em preciosos alfarrábios. Ficas junto deste humilde pedinte, Que pede um pouco do teu amor. E, se assim tanto insiste, É para não morrer de dor! Ó, musa de meus altares! És juventude, beleza e santidade! Se de teus pés me elevares, Serei o poeta mais feliz do mundo E cantarei louvores Por toda a eternidade! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:07:16
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Acho que não existe qualidade mais mesquinha no ser humano do que a HIPOCRISIA. Ela é a mãe de quase todos os políticos brasileiros, todos os cafajestes, todos os tiranos, todos os populistas e da maioria dos religiosos que tentam a toda hora enganar a PAPAI DO CÉU. Por vezes, a indignação por essas pessoas é tanta, que não resisto e desabafo! 
HIPOCRISIA Rezar contrito, trair um amigo. Deus acima de todas as coisas e todos acima de Deus. Erros dos outros são criticados, os nossos não devem ser notados. E, se notados, foram motivados. Fazemos sempre o bem, Deus está vendo. mas, se praticarmos ou desejarmos o mal, será admitido: afinal somos humanos, um simples animal. Ângelo Paraiso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:10:09
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Amigos
Toninho era como um irmão. Além de morar lá em casa, nós nos divertíamos muito. Ele era responsável. Diferente de mim que não ligava pra nada. Envelhecemos com a mesma amizade e admiração um pelo outro. Estou inteiro e Toninho também. Presto a ele esta homenagem, lembrando sempre que a distância nunca nos afastará.
Toninho Ao primo, Antônio Assis Martins É primo É amigo E irmão. Foi colega de ginásio Morava lá em casa E dava muita risada. Era zangado também, Mas só por minutos. Eu fazia tanta graça, Que Toninho dava na risada! Toninho hoje Mora em Uberaba Com a mulher de sua vida, Sua eterna namorada. Sempre nos falamos, Mas ficou pra trás Aquela estrada Que juntos andávamos Sob o sol ou sob a chuva Riamos e nos ajudávamos. A vida não deveria ser assim. Mas a vida é. Por isso prossigo, Toninho está em minha mente Em meu saudoso coração. “lá fora é chuva que cai...” Ainda ouço esta canção, Na cidade de Valença, Toninho cantava Em uma serenata Pra uma namorada No caminho da Fábrica. Passaram tantas coisas em minha vida... Mas estas memórias nunca passarão... Isto é o que importa, Quem quero bem está comigo Bem dentro do coração! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 22:10:56
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Tivemos a honra, eu e Ednir, de irmos à Europa, patrocinados e ciceroneados, pelo nosso amado sobrinho Fabrício e Ana Lúcia. Sem contar com as presenças de Morgana e Mateus e também do casal Luiz Caminha e Déo, sua querida esposa, dos quais ficamos admiradores e amigos. As crianças (Filhos de Fabrício: Fabricinho; Lucas e Maria Vitória) e Filhos de Morgana: Carolina e Henrique) foram uma alegria a parte deste passeio. Se a Europa não fosse tão bonita e rica historicamente, só pela companhia das Professoras de História, Ednete (minha cunhada e mãe de Fabrício e Morgana) e Dascilena (mãe de Ana Lúcia, esposa de Fabrício) e também deste candidato a poeta que é bacharel em História também, nenhum dos companheiros poderá dizer que não soube, principalmente a História da França, berço dos Iluministas que povoam o mundo contemporâneo até hoje. Para festejar esta saga e a presença de tão estimados amigos, deixo como lembrança o poema EUROPA: uma visão minha da EUROPA antiga e a atual.    
EUROPA “A Europa é sempre Europa, a gloriosa! ... A mulher deslumbrante e caprichosa, Rainha e cortesã. ...Universo após ela — doudo amante Segue cativo o passo delirante Da grande meretriz.” Trecho do poema “ VOZES D’ÁFRICA” de “CASTRO ALVES” A Europa rainha, gloriosa meretriz... Dizia Castro Alves, em anseios de liberdade Para a América negra que em sofrimentos se debatia. Mas a meretriz perversa com seus tiranos loucos, Não ouvia os seus anseios e a todos fez de pouco... Agora , em pleno século XXI, Visitei a Rainha meretriz para ver os seus encantos... Paris, sempre Paris, com seus insuperáveis poetas! Os iluministas que construíram um mundo mais humano, Mas foram ceifados pela usura dos déspotas! Vi em sua arquitetura, apesar de mais de mil anos de história, Tudo conservado, parecendo que Rimbaud e Budelaire Passeavam naquelas ruas e eu os via entre dor e glorias!... Mas a Europa em si, embora civilizada, Já se mostra uma prostituta velha e cansada... Sem deslumbre e encantos para conquistar, Sem ter mais a quem explorar, Agoniza, como aqueles que em dor antes choravam ! A história está nos mostrando um equívoco. É preciso que todo o mundo seja amigo! O planeta se esvai. Mesmo podendo, Não se tem mais de onde tirar! As guerras deixam as nações arruinadas. Mas os homens as reconstroem. E a natureza sem seus mananciais, Nos matará de sede, fome e outros flagelos! Pelo que vi , até hoje, O ser humano não deu certo! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 22:58:50
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O poema abaixo do amigo e também Valenciano, BENEDITO FERNANDES DUARTE, filho de Profa. DORINHA E COMANDANTE GABRIEL, que conduzia uma potente ESCUNA toda de ferro que trazia o algodão para Companhia Valença Industrial e levava o tecido pronto para SALVADOR e inclusive passageiros. Benedito sempre me manda poemas seus, muito ricos em sentimentos e singularidade. Este que publico agora nos conta uma epopeia da ESCUNA, chamada de A INDUSTRIAL, em uma de suas viagens mais tenebrosas. Ao ler o poema, confesso, fiquei emocionado pela relevância do fato histórico vivido por personagens que prestaram relevantes serviços à nossa VALENÇA, e a maneira terna como o poeta trata as MARIAS: SANTAS OU MODESTAS MÃES, QUE TRAZEM EM SI A COERÊNCIA E A TERNURA DA MÃE DE TODOS NÓS. Segue abaixo o poema GRATIDÃO À NOSSA SENHORA DA LUZ E uma pequena biografia do autor, para sabermos quanta gente boa e importante saiu de VALENÇA, mas que não se esquecem deste torrão querido. BREVES TRAÇOS BIOGRÁFICOS DE BENEDITO, O AUTOR DESTA POESIA PROSADA, COMO CLASSIFICO OS SEUS POEMAS. “Benedito Fernandes Duarte, nascido em Valença, em 14/2/1947, filho do mestre Gabriel, da Escuna, e da professora Dorinha ; Vivi em Valença, até completar o ginásio, aos 14 anos. Estudei no Colégio Central e me formei em Administração de Empresas, na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo ; Fiz carreira profissional na área de Recursos Humanos, fui Gerente de Recursos Humanos do "Tio Correa ", na Bahia e Vice-Presidente, no Banco Nacional, no Citibank e na Minasgas, no Rio e em São Paulo ; Servi ao governo Mário Covas, por 6 anos, no qual fui Presidente da Febem - SP ; sp, 10/9/2011” ; 
Igreja de Nossa Senhora da Luz Morro de São Paulo-Cairu-Bahia
Segue abaixo o poema...
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 02:25:04
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