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BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, de 56 a 65 anos Outro - www.paraisomartins@bol.com.br
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De há muito a nossa Valença vem sido abandonada pelos poderes constituídos. Entretanto, fico chocado pelas notícias que recebo; pela violência que hoje impera em todas as camadas sociais. Por estas razões e outras ainda mais absurdas é que fiz este soneto, banhado de tristeza e saudades de minha Terra querida!

SONETO PARA UMA TRISTE CIDADE À minha amada Terra Natal É triste ver Valença abandonada não é mais Valença a decidida, atualmente é Valença a desprezada. Ó, se eu pudesse vê-la reconstruída, sem a violência de ser violentada, pois, o que nós vemos agora, já sabiam e não fizeram nada. Como gostaria da paz de outrora! Não quero hoje apontar culpados, se fomos em passado recente pelo podre poder abandonados. Valença, vítima dos incautos, peço justiça, pra um povo decente, pra terra que amo, pra essa triste gente! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 01:37:07
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A todos vocês que me prestigiaram com seus comentários e acessos ao meu blog neste ano que finda, quero que o ano de 2012 seja diferente no seguinte sentido: já que não podemos dar jeito em tudo de ruim que está acontecendo no mundo, especificamente, no Brasil, vamos fazer a nossa parte com ações pró-ativas neste vale de lagrimas. Acredito, que só assim, conseguiremos deitar e dormir com nossas consciências mais leves e mais perto de DEUS! 
Ano novo Feliz ano novo pra você, pra mim, pra todos, enfim. Feliz ano novo pra natureza, Que o homem passa o ano todo destruindo, E o planeta, nossa casa, vai a cada ano ruindo! Feliz ano novo pra os homens honestos, Que tentam acabar a corrupção. E para nós, pequeninos, pobres mortais, Que teremos mais um ano de insatisfação. Feliz ano novo pra esperança, Que não nos abandone nunca! E também para o amor que dei, Que há mais de dois mil anos, CRISTO nos ensinou, ser a única lei! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:16:45
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Vocês me perguntarão o porquê de homenagear tantas pessoas em minhas poesias. – Respondo que é uma maneira de falar sobre o ser humano e suas virtudes. Iria mais além: São pessoas especiais em minha vida e que comungam comigo tristezas e alegrias; partilham de minha vida, me trazendo mais vida ainda. A homenageada de hoje é muito especial, pois, trata-se de uma sobrinha muito querida e que com menos de 2 anos de idade, como cito neste soneto, carregou através do corredor da Igreja Matriz de Valença as nossas alianças, minha e de Ednir, com a precisão de uma mocinha. Desde então virei seu ‘tio Ângelo’. E, por tê-la como sobrinha e amiga, é que, com alegria e emoção lhe dedico esse soneto. 
SONETO PARA MORGANA À querida sobrinha e amiga Morgana Porto Magalhães Simões Lembro-me quando bem criança Ela levou ao altar nossas alianças! Era tão pequena a doce menina, Que as carregou com as duas mãozinhas! Hoje, casada e com dois lindos filhos, Assisti sua jornada e desafios, Vencidos com amor e dignidade, Talvez, pague por sua sinceridade! Quem com ela compartilha o dia-a-dia Convive com a bondade e a alegria! É um sol iluminando caminhos De parentes, filhos, esposo e amigos, Que ela abriga em momentos de perigo! É a mãe, filha e amiga doando carinho!... Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 01:38:51
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MUSA À Ednir, no dia em que celebramos 36 anos de união conjugal. Em 06/12/2011. Ó, musa de minha vida! Não te afastes nunca Pois, teu poeta delira, E em anseios tristes Chora também tua lira. A lira que canta o mel Caído de teus lábios Como um bálsamo do céu Que há muito foi descrito Em preciosos alfarrábios. Ficas junto deste humilde pedinte, Que pede um pouco do teu amor. E, se assim tanto insiste, É para não morrer de dor! Ó, musa de meus altares! És juventude, beleza e santidade! Se de teus pés me elevares, Serei o poeta mais feliz do mundo E cantarei louvores Por toda a eternidade! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:07:16
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Acho que não existe qualidade mais mesquinha no ser humano do que a HIPOCRISIA. Ela é a mãe de quase todos os políticos brasileiros, todos os cafajestes, todos os tiranos, todos os populistas e da maioria dos religiosos que tentam a toda hora enganar a PAPAI DO CÉU. Por vezes, a indignação por essas pessoas é tanta, que não resisto e desabafo! 
HIPOCRISIA Rezar contrito, trair um amigo. Deus acima de todas as coisas e todos acima de Deus. Erros dos outros são criticados, os nossos não devem ser notados. E, se notados, foram motivados. Fazemos sempre o bem, Deus está vendo. mas, se praticarmos ou desejarmos o mal, será admitido: afinal somos humanos, um simples animal. Ângelo Paraiso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:10:09
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Amigos
Toninho era como um irmão. Além de morar lá em casa, nós nos divertíamos muito. Ele era responsável. Diferente de mim que não ligava pra nada. Envelhecemos com a mesma amizade e admiração um pelo outro. Estou inteiro e Toninho também. Presto a ele esta homenagem, lembrando sempre que a distância nunca nos afastará.
Toninho Ao primo, Antônio Assis Martins É primo É amigo E irmão. Foi colega de ginásio Morava lá em casa E dava muita risada. Era zangado também, Mas só por minutos. Eu fazia tanta graça, Que Toninho dava na risada! Toninho hoje Mora em Uberaba Com a mulher de sua vida, Sua eterna namorada. Sempre nos falamos, Mas ficou pra trás Aquela estrada Que juntos andávamos Sob o sol ou sob a chuva Riamos e nos ajudávamos. A vida não deveria ser assim. Mas a vida é. Por isso prossigo, Toninho está em minha mente Em meu saudoso coração. “lá fora é chuva que cai...” Ainda ouço esta canção, Na cidade de Valença, Toninho cantava Em uma serenata Pra uma namorada No caminho da Fábrica. Passaram tantas coisas em minha vida... Mas estas memórias nunca passarão... Isto é o que importa, Quem quero bem está comigo Bem dentro do coração! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 22:10:56
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Tivemos a honra, eu e Ednir, de irmos à Europa, patrocinados e ciceroneados, pelo nosso amado sobrinho Fabrício e Ana Lúcia. Sem contar com as presenças de Morgana e Mateus e também do casal Luiz Caminha e Déo, sua querida esposa, dos quais ficamos admiradores e amigos. As crianças (Filhos de Fabrício: Fabricinho; Lucas e Maria Vitória) e Filhos de Morgana: Carolina e Henrique) foram uma alegria a parte deste passeio. Se a Europa não fosse tão bonita e rica historicamente, só pela companhia das Professoras de História, Ednete (minha cunhada e mãe de Fabrício e Morgana) e Dascilena (mãe de Ana Lúcia, esposa de Fabrício) e também deste candidato a poeta que é bacharel em História também, nenhum dos companheiros poderá dizer que não soube, principalmente a História da França, berço dos Iluministas que povoam o mundo contemporâneo até hoje. Para festejar esta saga e a presença de tão estimados amigos, deixo como lembrança o poema EUROPA: uma visão minha da EUROPA antiga e a atual.    
EUROPA “A Europa é sempre Europa, a gloriosa! ... A mulher deslumbrante e caprichosa, Rainha e cortesã. ...Universo após ela — doudo amante Segue cativo o passo delirante Da grande meretriz.” Trecho do poema “ VOZES D’ÁFRICA” de “CASTRO ALVES” A Europa rainha, gloriosa meretriz... Dizia Castro Alves, em anseios de liberdade Para a América negra que em sofrimentos se debatia. Mas a meretriz perversa com seus tiranos loucos, Não ouvia os seus anseios e a todos fez de pouco... Agora , em pleno século XXI, Visitei a Rainha meretriz para ver os seus encantos... Paris, sempre Paris, com seus insuperáveis poetas! Os iluministas que construíram um mundo mais humano, Mas foram ceifados pela usura dos déspotas! Vi em sua arquitetura, apesar de mais de mil anos de história, Tudo conservado, parecendo que Rimbaud e Budelaire Passeavam naquelas ruas e eu os via entre dor e glorias!... Mas a Europa em si, embora civilizada, Já se mostra uma prostituta velha e cansada... Sem deslumbre e encantos para conquistar, Sem ter mais a quem explorar, Agoniza, como aqueles que em dor antes choravam ! A história está nos mostrando um equívoco. É preciso que todo o mundo seja amigo! O planeta se esvai. Mesmo podendo, Não se tem mais de onde tirar! As guerras deixam as nações arruinadas. Mas os homens as reconstroem. E a natureza sem seus mananciais, Nos matará de sede, fome e outros flagelos! Pelo que vi , até hoje, O ser humano não deu certo! Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 22:58:50
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O poema abaixo do amigo e também Valenciano, BENEDITO FERNANDES DUARTE, filho de Profa. DORINHA E COMANDANTE GABRIEL, que conduzia uma potente ESCUNA toda de ferro que trazia o algodão para Companhia Valença Industrial e levava o tecido pronto para SALVADOR e inclusive passageiros. Benedito sempre me manda poemas seus, muito ricos em sentimentos e singularidade. Este que publico agora nos conta uma epopeia da ESCUNA, chamada de A INDUSTRIAL, em uma de suas viagens mais tenebrosas. Ao ler o poema, confesso, fiquei emocionado pela relevância do fato histórico vivido por personagens que prestaram relevantes serviços à nossa VALENÇA, e a maneira terna como o poeta trata as MARIAS: SANTAS OU MODESTAS MÃES, QUE TRAZEM EM SI A COERÊNCIA E A TERNURA DA MÃE DE TODOS NÓS. Segue abaixo o poema GRATIDÃO À NOSSA SENHORA DA LUZ E uma pequena biografia do autor, para sabermos quanta gente boa e importante saiu de VALENÇA, mas que não se esquecem deste torrão querido. BREVES TRAÇOS BIOGRÁFICOS DE BENEDITO, O AUTOR DESTA POESIA PROSADA, COMO CLASSIFICO OS SEUS POEMAS. “Benedito Fernandes Duarte, nascido em Valença, em 14/2/1947, filho do mestre Gabriel, da Escuna, e da professora Dorinha ; Vivi em Valença, até completar o ginásio, aos 14 anos. Estudei no Colégio Central e me formei em Administração de Empresas, na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo ; Fiz carreira profissional na área de Recursos Humanos, fui Gerente de Recursos Humanos do "Tio Correa ", na Bahia e Vice-Presidente, no Banco Nacional, no Citibank e na Minasgas, no Rio e em São Paulo ; Servi ao governo Mário Covas, por 6 anos, no qual fui Presidente da Febem - SP ; sp, 10/9/2011” ; 
Igreja de Nossa Senhora da Luz Morro de São Paulo-Cairu-Bahia
Segue abaixo o poema...
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 02:25:04
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Igreja de Nossa Senhora da Luz GRATIDÃO À N. SRA. DA LUZ a pior viagem de papai, na Escuna, na Industrial, a pior de todas, indisputada, foi uma de Ilhéus até o Morro de S. Paulo ; era agosto, na região, chovia, as estradas, de terra ou cascalho, entre Valença e Ilhéus ficaram intransitáveis, " o vento baixo ", o vento sul, o Inverno, la saison mauvaise ; era a década de 1940, não sei se depois ou durante a 2ª Grande Guerra, e, João Lalau, já, então, um produtor de farinha, um jovem e vocacionado empreendedor, sem poder, por terra, entregar suas encomendas, fretou a Escuna, para levar, por mar, uma grande carga ; sem passageiros, só a sua alcatéia de lobos do mar, Leôncio, João Valois, Artur, João da Nêga, André e Antônio Cayrú , papai levou Clóvis, meu irmão, seu filho homem mais velho, para passear, para conhecer Ilhéus, o porto do cacau, a terra de Gabriela ; entregue a carga de farinha, , papai se pos a procurar alguma carga, para lastrear a Escuna, na volta, não encontrou, " Estamos em pleno mar ! " entre as barras de Ilhéus e a do Morro, ali, passando por Itacaré, Maraú, uma terrível tempestade os alcançou, ventos fortes, baixos, frios, a Escuna mergulhava de frente, a hélice rodava no ar, jogava de lado, o Clóvis passava da cama para a parede do camarote, lá embaixo, na popa ; do alto do passadiço, papai, de vez em quando descia, para morrer junto com o filho ! pediram clemência a Deus, a vida, à N. Sra. da Luz, rezaram, e, a Escuna, a brava Escuna, mitológica, para mim, nem emborcou, nem naufragou ; quando cruzaram a barra do Morro, e, alcançaram as águas calmas, do canal de Tinharé, atrás da ilha, fora do mar aberto, lançaram as âncoras e todos desceram, para subir até o alto da colina, para agradecer a Deus, em primeiro lugar, à N. Sra. da Luz, pela vida ; hoje, 8/9, Naná me disse, é o dia em que nasceu Maria, a mãe de Jesus, que os católicos veneram como N. Sra. da Luz, a parideira, a santa do Morro de São Paulo ; conhecida, também, como N. Sra. das Candeias, dos castiçais, dos candeeiros, é sincretizada, com os nossos irmãos Bantos, Iorubás, como Iansã, a rainha dos raios e das tempestades, da cor vermelha, do acarajé e dos carurús com cachaça, no dia 4/12, como Santa Bárbara ; Segue abaixo...
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 02:21:00
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Igreja de Nossa Senhora da Luz quando eu já era um menino, quando ainda era católico, ficava ligado nas nossas senhoras do dia 8 ; 8/9, a da Luz, do Morro, 8/10, a do Amparo, a de Valença, dos operários, - nós não temos noção do valor ancestral do amparo, face às tormentas da natureza - e 8/12, a da Conceição da Praia, a padroeira da Bahia, do estado inteiro, da Roma Negra até o recôncavo, sertão e sul ; Maria, mãe de Jesus, heroína no Corão, livro sagrado do Islão, minha mãe Maria das Dores, maria das sete dores, Antônia Maria, minha irmã, seu nome, me disse o São Google, pode vir do egípcio Myr, que significa " amada ", Maria, mulher retada ! no Brasil, mulher do povo, humilde, brava, guerreira, mãe dos filhos de Maria, na labuta ou calmaria, batalha deitada, em pé, na casa, na rua, até, de noite e de dia, Maria, mulher amada, Maria, pura poesia ! Benedito ( sem querer, bendito, filho de u ' a Maria, também ) ; sp, 8/9/2011 ; me empolguei, tanta Maria, que quase me esquecia de Lulu, Lourdinha, Maria de Lourdes, minha irmãzinha, querida ;
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 02:19:28
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Este poema é dedicado ao 1º dia de setembro, quando Ednir faz aniversário. E, pelo fato de eu ter nascido um dia antes dela, repito aqui a frase de Vinícius de Moraes: “ a vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” Digo isto para lembrar a mim mesmo que me encontro no mais feliz dos mundos, o mundo do amor! Por isto grito bem alto: vale a pena fazer do amor a arte do desprendimento, do perdão, do companheirismo de todos os dias. É preciso que cultivemos a flor “AMOR” a cada minuto. Assim ele crescerá forte e, como digo no título do poema, se tornará “O AMOR QUE NÃO SE DILAPIDA!” 
O AMOR QUE NÃO SE DILAPIDA Para Ednir- 1º de setembro de 2011 Os anos passam, Mas quando aponta a primavera Olho para o mundo e vejo Que estou ao lado dela. Pergunto-me às vezes: Por que tão forte este amor? Por que tão imenso este ensejo De amá-la tanto! Muito mais do que posso E até do que desejo? Por que este setembro é recorrente E sempre se repete na vida da gente? Será que nasci um dia antes de você Só pra perscrutar seus passos, Fluir extasiado em nossos orgasmos? São perguntas que viraram enigmas, Existem há 37 anos em nossas vidas. É, minha musa querida! desisti de desvendá-los, Só o amor explica! Ângelo Paraiso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:02:26
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Neste mundo consumista, violento e individualista, se torna difícil falar sobre HUMILDADE. Vivemos o tempo da aparência. Na maioria das vezes as pessoas vivem para mostrar o que não são. Este é um pequeno exemplo do que atravessamos nestes dias sórdidos. Por isso, com humildade escrevi este poema, sem ser o dono da verdade. Eu sou apenas um “pequeno grão de mostarda”. O que todos nós somos. Porém o que nos faz diferentes uns dos outros é a humildade: a maneira que nos doamos e a maneira que aceitamos a verdade do outro, sem corromper seu valor maior, a sua dignidade. 
ODE À HUMILDADE Que viva na terra os humildes. Aqueles que não se humilham Nem rastejam aos pés dos abastados. Mas não envergonham o outro, Nem atentam contra a dignidade humana. Aplaudem aos que brilham, Sem deixar que ofusquem o seu brilho, Por menor que seja. E se contentam com a sua pequena grandeza. Que viva as flores dos jardins públicos Estão ao alcance de todos, Vemos sua beleza e sentimos seu perfume. No entanto, as violetas raras, ficam escondidas. São frutos da riqueza e da cobiça, Só os poderosos podem compra-las. Sua beleza se perde no vazio das mentes vazias. Humildade é vida, alegria e contentamento, Viaja livre no sopro do vento. Não depende de elogios nem bravatas Em qualquer lugar se encaixa. Até mesmo onde o mal impera. A humildade é a calma da espera. Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 23:15:19
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Lorena e Márcio Esta poesia é homenagem a uma sobrinha querida, a nossa LORENA. Ela cresceu junto a sua prima e minha filha, Taísa. Entretanto, depois que cresceram cada uma tomou seu rumo, o que não as afastou, sendo hoje além de amigas, também comadres. Lorena cursou medicina e foi fazer residência em São Paulo. Num ato de coragem e destemor foi andar com suas próprias pernas e sozinha foi morar naquela cidade. Venceu todas as vicissitudes e asperezas que a vida lhe impunha. Enfim, em minha ótica, acho LORENA uma vencedora. Uma mulher que soube conciliar trabalho e família. A família de onde ela veio e a família que criou junto a Márcio, com quem casou faz um ano. Falar sobre LORENA é tudo de bom, porque ela, como tantas outras mulheres, souberam aliar profissão; trabalho; família e dignidade, neste mundo conturbado em que todos sabem tudo e ninguém sabe nada. LORENA é exemplo para a adversidade de nossos dias! LORENA Desde bem pequena Conheço LORENA. LORENA estudiosa, introspectiva, Parecendo que tinha medo De se abrir para a vida. LORENA cresceu Em sabedoria, beleza... Foi para são Paulo Exercer medicina E mais crescia A LORENA menina. Cresceu e amadureceu Se preparando para a vida real; Para o amor, para ser leal. Lorena quebrou as amarras. Deus sabe quanto lhe custou. Mas mudou pra melhor: Seus amigos, sua família e outra família conquistou. Dos amigos não se afastou. Sempre com os pés na realidade e o coração no amor. Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 23:34:54
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Ângelo e Ednir 
Fabrício, Aninha e Maria Vitória No mês passado, a convite de nosso sobrinho-filho Fabrício, fomos conhecer Buenos Aires e Santiago do Chile. Foi uma viagem maravilhosa, cheia de surpresas, com direito a hotéis 5 estrelas e excelentes restaurantes. Fomos ao Vale Nevado e desfrutamos daquela neve em flocos que caía calmamente. Foi muito lindo! Mas, o mais importante foi a surpresa que Fabrício nos fez levando-nos a Valparaíso para conhecer a casa de Pablo Neruda, um dos mais consagrados poetas do mundo. Pude, juntamente com todos, respirar aquele ar frio e aconchegante que vinha do Pacífico e inundava de poesia e calma a casa onde morou o poeta. Com incontida emoção estive visitando aquele lindo lugar, o que inspirou este soneto que vocês vão ler abaixo. Agradeço imensamente a Fabrício por ter nos proporcionado estes momentos, dedicando a ele este soneto, e agradecendo a companhia de todos que fizeram parte desta inesquecível viagem.  Ednete, Aninha, Lucas e Fabricinho 
Ednete e Fabricinho NERUDA Ao nosso querido Fabrício Porto Magalhães Numa linda casa em cima do monte Sopra o vento frio do Pacífico. Lá morou o poeta e sua amante Vê-se do mirante a sua Valparaiso. No jardim, há magia em cada flor. Transpira emoção naquele lugar, Na serenidade de quem cantou o amor. Respira-se calma e poesia no ar Pelo gênio de Neruda a borbulhar Como Castro Alves está para a Bahia Bradam no espaço as imortais poesias Emoção é ver o Chileno contar A história do seu poeta querido Como se ele ainda estivesse vivo. Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 23:09:45
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Já em 1947 o nosso poeta, Manoel Bandeira, ficou chocado em ver um homem comendo lixo. Reparem bem, isto em 1947. - Pergunto-lhes: evoluímos ou regredimos como seres humanos dotados de inteligência? Deixo esta reflexão para vocês. Principalmente quando temos exemplos de fundações que abrigam cachorros abandonados quando, segundo o IPEA, temos trinta milhões de miseráveis totalmente abandonados por todos nós e pelo o Poder Constituído. Parafraseando o grande Manoel Bandeira está abaixo o seu poema “O BICHO” e o da minha autoria “OS BICHOS” a ele dedicado, claro. O bicho
Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. Manoel Bandeira
Rio, 27 de dezembro de 1947 
Manoel Bandeira Os bichos Dedico ao poeta Manoel Bandeira, in memoriam Não, não posso fingir. Ainda fico pasmo com a sujeira humana. Manuel Bandeira, meu bom poeta, Você se escandalizou com um homem comendo lixo E pensou que fosse um bicho. Agora, Bandeira, meu poeta mais simples, É uma legião de comedores de lixo. Que bom que você não está aqui para ver esta imundice. Como eu, muita gente fica indignada, Com homens comendo lixo em plena calçada Aos olhos de todos que passam. Mas Bandeira, poeta que virou estrela, Só podemos, como você, ficarmos pasmos e indignados, De boca, mãos, pernas e braços atados. Você só viu um, hoje vejo multidões comendo lixo. É difícil engolir esta aspereza... É difícil não sentir tristeza... Ângelo Paraíso Martins
Escrito por Angelo Paraiso Martins às 00:26:47
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