Blog de Angelo Paraíso Martins
  

O ano que passou foi nebuloso e triste. Foi de grandes e sentidas perdas. Dentre os entes queridos que perdi, você Chico, primo e amigo queridíssimo, era como irmão! Não esperava a sua partida. Estávamos de encontro marcado aqui em Salvador. De repente você adoece e em menos de uma semana, parte para o céu deixando-me a fitá-lo, procurando suas lembranças que nunca sairão de mim.

Publico agora o poema que fiz quando soube de sua partida. Você se foi em novembro, mas toda vez que sentava no computador o sentimento da perda me travava, era como se eu perdesse os sentidos. Só agora lhe presto esta homenagem, mais ainda com o coração dilacerado!

Mais adiante vou publicar  três contos que você deixou escrito e que me foi passado por Cida, sua companheira querida.

Como é difícil falar de sua partida, da sua simplicidade de homem culto; do seu PHD de engenharia obtido com muito esforço na Inglaterra; da Universidade de Brasília que você lecionou até se aposentar; do seu gosto musical refinado e de sua bondade incomensurável. Foram tantas coisas boas e construtivas que você me passou nesses anos que antecederam sua morte... Mas, para mim, você ainda permanece aqui. De acordo com o SERMÃO DA MONTNHA, disse CRISTO: " Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra ". Você não se foi, continua comigo!

 

PARA O MELHOR AMIGO

Ao querido primo e amigo Francisco Martins Dias – In memoriam

 

Neste momento não existem palavras

que confortem minha humana pequenez.

Só me resta o triste luto, foi-se a lucidez.

O rosto plácido, a palavra amiga,

Já não estão mais comigo.

 

Neste acre dia, me sobrevêm a dor.

A perda do meu melhor amigo.

Como viveu aqui na Terra,

Vá em paz, meu bom Francisco.

A morte não nos separará.

Em espírito, estaremos juntos a caminhar!

 Ângelo Paraiso Martins

Depois de passar esta tormenta com perdas sucessivas, como do meu primo e irmão Francisco Martins Dias e logo depois do meu primo e compadre Roberto Goes, olhei para os quatro cantos e deparei-me, como sempre, com você Ednir. Então, Fiz este soneto abaixo para você, RAZÃO MAIOR DO MEU VIVER!

 OS VERSOS QUE FICARÃO

À Ednir, esposa, companheira, musa e amiga.

A poesia que não gostaria de fazer
É repleta de versos incontidos,
De uma tristeza que não sei dizer
Como se fosse  grande castigo.

Serão versos fúnebres de verão,
A partida de um grande amigo.
Quando as lágrimas por fim rolarão
Num deserto imenso, sem abrigo.

Aonde eu for a tristeza irá comigo.
Por fim, cairei a teus pés, musa amada
E direi o quanto de ti preciso!

Os teus carinhos me farão poeta
E sussurrarei  a teu ouvido:
Só por nosso amor ainda vivo!

Ângelo Paraíso Martins



Escrito por Angelo Paraiso Martins às 23:50:07
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